Marketplace B2B uma nova era para o varejo
Roberto Angelino: Filho: FOTO DIVULGAÇÃO

Marketplace B2B: uma nova era para o varejo?

A tecnologia tem sido essencial nestes tempos de pandemia. Desde o ano passado, quando passamos a evitar
deslocamentos e aglomerações, grande parte das nossas relações sociais e profissionais tiveram que migrar para o
ambiente virtual. Vimos surgir um novo padrão de comportamento e, como não poderia deixar de ser, novos
hábitos de consumo.

O varejo sentiu o impacto dessas transformações e teve que se adaptar. Uma das tendências que chamam a
atenção é o aumento da procura por comércios menores, como os mercados de bairro. De acordo com a pesquisa da consultoria Kantar, mais de 2 milhões de lares passaram a comprar em pequenos varejos, com a justificativa de
fugir das aglomerações dos atacarejos (60,2%) ou simplesmente para ajudar os pequenos empreendedores em
meio à crise.

Um dos principais problemas dos estabelecimentos pequenos e médios é a dificuldade em oferecer preços mais atraentes do que as grandes redes varejistas, que operam em escala bem maior. Isso foi agravado pelas sucessivas altas no preço dos alimentos que obteve um aumento de 15% no país no último ano, segundo o IBGE. Além de um aumento generalizado, decorrente da pandemia nos custos com logística. Mas a tecnologia tem oferecido algumas saídas para esse problema. Hoje contamos com plataformas digitais de
marketplace que conectam indústrias e varejistas, permitindo que estabelecimentos de qualquer porte negociem diretamente com seus fornecedores.

O modelo é vantajoso para todos. As indústrias conseguem um canal adicional de vendas e os varejistas podem equilibrar seus estoques, negociando livremente valores e quantidades, para oferecer um produto a preço mais competitivo aos seus clientes. A troca complementa as redes de distribuição tradicionais, que atendem bem os
grandes varejistas, mas nem sempre são a melhor solução para estabelecimentos pequenos e médios.

Esse modelo de marketplace registrou aumento expressivo durante a pandemia. Essa é uma das alternativas
trazidas pela transformação digital para que indústria e varejo possam otimizar processos, reduzir custos e
aumentar as vendas. A atual crise sanitária acelerou o processo de informatização dos negócios que já vinha
ocorrendo nos últimos anos.

Estímulo à inovação, aumento de produtividade, melhoria dos serviços: todos esses caminhos estão sendo
trilhados ao mesmo tempo, em ritmo acelerado. O que era uma tendência se transformou, após a pandemia, em
necessidade. O futuro do varejo está, inevitavelmente, nessa revolução digital.

  • BLOG SOUK

    Informações exclusivas, análises e bastidores da transformação digital no varejo e nas indústrias. Aqui você encontra notícias sobre a Souk, inovações nos processos comerciais e resultados alcançados.

    QUEM ESCREVE

    Roberto Angelino Filho

    Roberto Angelino Filho

    CEO SOUK BRASIL
    Mais de 20 anos de experiência em empresas como PepsiCo, P&G e Unilever, onde gerenciou grandes marcas como Ruffles, Doritos, Ariel, Pantene, Vicks e Doriana. Atualmente usa sua expertise para impulsionar o desempenho do marketplace B2B da Souk Brasil, promovendo a democratização das relações comerciais entre indústria e varejo por meio de uma genuína transformação digital nos modelos de negócio e distribuição das indústrias.